Relatório anual da entidade aponta aporte histórico para o torneio, que será realizado entre junho e julho de 2027 e deve impulsionar receitas, estrutura e visibilidade do futebol feminino.
A Fifa projetou um investimento de US$ 800 milhões, o equivalente a cerca de R$ 4,2 bilhões, para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontecerá no Brasil. A informação consta no relatório anual divulgado pela entidade nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, após reunião do Conselho da Fifa, em Zurique.
Segundo o documento, cerca de 43% desse total, ou US$ 344 milhões — aproximadamente R$ 1,8 bilhão —, deverão ser destinados diretamente a ações classificadas como “contribuições ao futebol feminino”. A previsão reforça o peso estratégico do torneio para a entidade e também para o crescimento da modalidade em escala global.
A competição no Brasil está marcada para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e será o principal torneio da Fifa naquele ano. A entidade também estima que a edição brasileira seja a maior responsável pela receita projetada de US$ 1,2 bilhão para 2027, incluindo uma arrecadação de US$ 70 milhões em licenciamento, apontada como a maior já prevista para uma Copa do Mundo Feminina.
O valor reservado para o Mundial de 2027 chama atenção por representar, segundo a própria publicação, o dobro do investimento feito na edição anterior, realizada na Austrália e na Nova Zelândia. O movimento evidencia a guinada da Fifa em direção a uma ampliação estrutural e comercial do futebol feminino, acompanhando o crescimento de audiência, patrocínio e interesse internacional pela modalidade.
Além da projeção para o torneio no Brasil, o Conselho da Fifa também avançou na organização das próximas edições do Mundial Feminino. A entidade informou que pretende definir, até o fim de 2026, as sedes das competições de 2031 e 2035 em congresso extraordinário. No momento, há candidatura única de Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica para 2031, enquanto Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales despontam como candidatos para 2035.
Outro ponto relevante é que a Fifa já confirmou que a Copa do Mundo Feminina passará de 32 para 48 seleções a partir de 2031, ampliando ainda mais o alcance do torneio. A medida foi aprovada anteriormente pelo Conselho e adapta os requisitos das futuras sedes a um evento maior e mais robusto.
No panorama financeiro geral, a Fifa projeta uma arrecadação recorde de US$ 14 bilhões no ciclo de 2027 a 2030, com a promessa de reinvestir praticamente todo esse montante no futebol. A Copa do Mundo Feminina no Brasil aparece, nesse cenário, não apenas como uma competição esportiva de alto impacto, mas como peça central de uma estratégia global de expansão da modalidade entre mulheres.
Para o Brasil, a realização do torneio representa uma oportunidade histórica de consolidar o país também como referência no futebol feminino, ampliando a visibilidade da seleção, fortalecendo ligas, clubes, categorias de base e abrindo espaço para novos investimentos em infraestrutura, formação e mercado esportivo. Essa leitura é uma inferência a partir do volume de recursos previsto, do peso do torneio no orçamento da Fifa e da expansão planejada da modalidade.
Com investimento recorde e protagonismo no calendário internacional, a Copa do Mundo Feminina de 2027 coloca o Brasil no centro de uma nova etapa do futebol mundial. Mais do que sediar um grande evento, o país terá a chance de transformar visibilidade em legado duradouro para o esporte feminino.
Da Redação MT em Alta
Fontes: Fifa, ge.globo.









