Escassez de vacinas contra clostridioses preocupa pecuaristas e Famato faz alerta

Desde abril, a Comissão de Pecuária de Corte da Famato vem acompanhando a situação no estado. Foto: Wenderson Araujo/CNA

Falta de vacinas contra clostridioses ainda preocupa e Famato reforça orientação aos pecuaristas

A escassez de vacinas contra clostridioses continua sendo motivo de atenção para os produtores rurais de Mato Grosso. Diante do cenário, a Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) reforçou a importância de os pecuaristas acompanharem a disponibilidade dos imunizantes e manterem o planejamento sanitário dos rebanhos.

Segundo a entidade, a produção das vacinas passa por rigorosos processos de controle de qualidade, o que influencia diretamente na oferta. Como se trata de um produto biológico, lotes que não atendem aos padrões exigidos precisam ser descartados, reduzindo o volume disponível no mercado.

O vice-presidente da Famato e coordenador da Comissão de Pecuária de Corte, Amarildo Merotti, destacou que produtores de várias regiões relataram dificuldades para encontrar determinadas marcas de vacinas. A orientação é que os pecuaristas mantenham contato constante com fornecedores e não deixem de cumprir os protocolos sanitários.

As clostridioses são doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium e podem provocar enfermidades graves, como botulismo, carbúnculo sintomático, enterotoxemia e gangrena gasosa. A vacinação é considerada a principal forma de prevenção.

Para amenizar a situação, o Ministério da Agricultura e Pecuária vem adotando medidas emergenciais em conjunto com a indústria de saúde animal. Entre março e abril deste ano foram liberadas mais de 14,6 milhões de doses, enquanto na primeira quinzena de maio outras 12,3 milhões de doses chegaram ao mercado nacional, sendo 75% de fabricação brasileira. A expectativa do setor é ultrapassar a marca de 100 milhões de doses disponibilizadas até o fim de 2026.

A Famato recomenda ainda atenção ao manejo sanitário, à conservação adequada dos alimentos fornecidos aos animais e ao descarte correto de carcaças, medidas que ajudam a reduzir os riscos de contaminação do rebanho.

Fonte: Sistema Famato, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).
Da Redação MT em Alta | Por Mainna Figueiredo

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