Bicudo-do-algodoeiro pressiona safra de Mato Grosso e ameaça produtividade em 2026

Alta infestação da principal praga do algodão eleva custos, exige manejo intensivo e coloca produtores em alerta diante de um dos cenários mais críticos da última década

Produtores intensificam combate à principal praga da cultura enquanto custos sobem e ameaça de perdas históricas preocupa o setor

Produtores de algodão e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (IMA) estão intensificando o combate ao bicudo-do-algodoeiro.

A safra de algodão em Mato Grosso enfrenta em 2026 um dos cenários mais desafiadores da última década. A alta infestação do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), considerada a principal praga da cultura, tem elevado o nível de alerta entre produtores e especialistas do setor.

Dados recentes de monitoramento apontam aumento significativo da presença do inseto em diversas regiões produtoras do estado, especialmente em áreas com histórico de cultivo contínuo. O avanço da praga já impacta diretamente os custos de produção e exige intensificação nas estratégias de controle para preservar a produtividade.

Pressão crescente e impacto econômico

O bicudo-do-algodoeiro ataca botões florais e estruturas reprodutivas da planta, comprometendo o desenvolvimento das fibras e reduzindo o rendimento final da lavoura. Em casos mais severos, a infestação pode causar perdas expressivas, colocando em risco a rentabilidade da safra.

Especialistas do setor alertam que o cenário atual exige atenção redobrada, já que Mato Grosso lidera a produção nacional de algodão e qualquer oscilação na safra tem impacto direto no mercado interno e nas exportações.

Além disso, o aumento da pressão da praga tem elevado os custos com defensivos agrícolas e operações de manejo, pressionando ainda mais a margem dos produtores.

Estratégias de controle e novas tecnologias

Diante do avanço do bicudo, produtores têm intensificado o uso de estratégias integradas de manejo. Entre as principais ações estão:

  • Monitoramento constante das lavouras

  • Aplicações mais frequentes de defensivos

  • Destruição de restos culturais após a colheita

  • Uso de armadilhas para controle populacional

Uma das inovações que vem ganhando espaço é o uso de tecnologia de agricultura de precisão, com sensores e drones que permitem identificar focos da praga de forma antecipada, aumentando a eficiência no controle.

Outra tendência importante é a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina controle químico, biológico e cultural para reduzir a resistência do inseto e garantir maior sustentabilidade à produção.

Clima e fatores que agravam a infestação

Condições climáticas também têm contribuído para o aumento da infestação em 2026. Períodos de calor intenso combinados com irregularidade de chuvas criam um ambiente favorável para a reprodução do bicudo.

Além disso, áreas com falhas no vazio sanitário ou manejo inadequado acabam funcionando como focos de disseminação da praga, ampliando o problema em escala regional.

Safra 2026 sob atenção

Apesar do cenário desafiador, o setor mantém expectativa de produtividade, desde que o controle da praga seja realizado de forma eficiente e contínua.

Entidades ligadas ao algodão reforçam a importância da colaboração entre produtores, técnicos e órgãos de fiscalização para conter o avanço do bicudo e evitar prejuízos ainda maiores.

O momento é considerado decisivo para a safra, exigindo resposta rápida e estratégias bem coordenadas para garantir a competitividade do algodão mato-grossense no mercado global.

Da redação MT em Alta

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