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Trio da mesma família é preso em Piracicaba suspeito de fraudes digitais e golpes com dados do gov.br

O casal Augusto Taques, de 28 anos, e Tamires Violin Taques, de 27, além do cunhado Guilherme Violin, de 21 anos, foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (21), em Piracicaba (SP), suspeito de integrar um esquema de golpes aplicados pela internet. Os três são da mesma família e são investigados por fraudes eletrônicas, invasão de dispositivo eletrônico, falsidade ideológica e associação criminosa.

As prisões ocorreram durante a operação CyberCombat, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. A ação teve como objetivo combater crimes cibernéticos envolvendo o uso indevido de dados pessoais, principalmente por meio da invasão de contas do portal gov.br.

De acordo com a polícia, em um único celular apreendido durante as investigações, há indícios de fraudes envolvendo dados de, ao menos, 50 vítimas.

Entre os alvos do esquema estaria um procurador de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, que teve seus dados acessados pelos criminosos. No entanto, segundo a Polícia Civil, ele não chegou a sofrer prejuízo financeiro.

Segundo as investigações, os suspeitos invadiam contas do gov.br das vítimas, alteravam informações cadastrais e utilizavam os dados para realizar financiamentos de veículos em concessionárias do Mato Grosso. Com o acesso às assinaturas digitais, os criminosos conseguiam assinar documentos, comprar e transferir veículos, além de abrir contas bancárias em nome das vítimas, sem autorização.

“A investigação teve início após uma vítima ter sua conta gov.br invadida, ocasião em que seus dados pessoais foram subtraídos e utilizados de forma fraudulenta para o financiamento de veículos em concessionárias, bem como para a criação de contas e registros em seu nome”, informou a Polícia Civil.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, chips de telefonia e HDs em imóveis localizados nos bairros Jardim Alvorada e Nova América, em Piracicaba.

A Polícia Civil também investiga a possível participação de funcionários públicos na facilitação do esquema criminoso.

Durante a apuração, a Justiça de Lucas do Rio Verde (MT), município a cerca de 1,7 mil quilômetros de Piracicaba, autorizou a quebra dos sigilos telefônicos dos investigados, medida que contribuiu para o avanço das investigações.

O trio permanece à disposição da Justiça, e as investigações seguem para identificar outras vítimas e eventuais novos envolvidos.

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