Attaenio Rogger da Silva, de 29 anos, foi detido em Primavera do Leste. As investigações apontam que abusos ocorriam durante viagens para competições.
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quinta-feira (05), o professor de judô Attaenio Rogger da Silva, de 29 anos. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra um aluno de 12 anos, mas o caso pode ser ainda maior: a polícia identificou, até o momento, pelo menos oito possíveis vítimas do educador físico.
Como o caso foi descoberto
As investigações tiveram início em 2025, na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis. A mãe de um adolescente, que praticava judô com o suspeito desde os 10 anos, procurou a polícia após o filho relatar que sofria abusos sexuais.
Segundo o depoimento da vítima, o professor aproveitava os momentos de deslocamento e alojamento durante viagens para competições estaduais para cometer os atos. Os relatos indicam que o suspeito costumava tocar as partes íntimas e o rosto dos menores sob sua responsabilidade.
Extensão dos crimes
Com o avanço do inquérito, a polícia identificou outras cinco ocorrências registradas em diferentes municípios, como Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste. Ao todo, estima-se que existam pelo menos sete outras vítimas, com idades variando entre 12 e 18 anos.
O delegado responsável pelo caso destacou que Attaenio se aproveitava da autoridade e da confiança que a profissão lhe conferia para facilitar o acesso aos jovens.
Histórico do suspeito
Além das graves acusações de abuso sexual, a reportagem apurou que Attaenio já teve passagens pela polícia anteriormente. Em 2021, ele chegou a ser preso por furto de celular, porém não houve condenação na época devido à prescrição do crime (extinção da punibilidade pelo tempo decorrido).
O investigado agora segue à disposição da Justiça e a prisão preventiva foi cumprida para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações.
Denuncie: Casos de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100, em qualquer delegacia da Polícia Civil ou junto ao Conselho Tutelar da sua cidade.
Redação: MT em Alta Categoria: Polícia / Cidades









