Medidas foram publicadas no Diário Oficial e atingem órgãos como Detran, Saúde, Educação e Politec
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, determinou a demissão de 13 servidores estaduais após a conclusão de processos administrativos disciplinares que apontaram envolvimento em cobrança de propina, fraudes funcionais e contratos irregulares com prejuízo ao erário público. As exonerações foram oficializadas por meio de publicações no Diário Oficial do Estado.
De acordo com o Governo de Mato Grosso, as apurações identificaram condutas incompatíveis com o exercício do cargo público, incluindo favorecimento indevido, conflito de interesses, falsificação de informações e uso da função para obtenção de vantagens financeiras.
Órgãos estaduais envolvidos
As demissões atingiram servidores lotados em diferentes estruturas da administração estadual, entre elas:
Detran-MT
Secretaria de Estado de Saúde
Secretaria de Estado de Educação
Politec
Principais irregularidades apuradas
Entre os casos que embasaram as demissões, estão:
Cobrança de propina para aprovação em CNH: servidores do Detran teriam exigido valores para facilitar a aprovação de candidatos em exames práticos de direção.
Contratos irregulares com empresas próprias: foi identificada a contratação de serviços de empresas pertencentes a servidores que ocupavam cargos de gestão em unidades públicas de saúde.
Licenças médicas fraudulentas: um servidor teria se afastado do cargo com atestados médicos enquanto exercia atividades remuneradas paralelas.
Fraudes administrativas: irregularidades em processos internos, com violação dos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade.
Posicionamento do Governo
Em nota institucional, o Governo de Mato Grosso reforçou que as demissões fazem parte de uma política permanente de combate à corrupção, fortalecimento da transparência e responsabilização de agentes públicos, destacando que nenhum servidor está acima da lei.
A gestão estadual também afirmou que continuará investindo em mecanismos de controle interno, auditorias e corregedorias para coibir práticas ilícitas e garantir o correto uso dos recursos públicos.
Fonte: Diário Oficial do Estado de Mato Grosso
Com informações complementares do ReporterMT e apuração própria do MT em Alta









