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Caso Raquel Cattani; Júri acontece nesta quinta feira em Nova Mutum

Sandra Cattani, mãe de Raquel Cattani, prestou um depoimento emocionado nesta quinta-feira (22), durante o julgamento dos irmãos Romero e Rodrigo Xavier, apontados como mandante e executor do assassinato da jovem, respectivamente. O júri ocorre no município de Nova Mutum. Abalada, ela relembrou o momento em que encontrou a filha sem vida e falou da dor e da ausência deixada na família. A expectativa é de que os réus sejam condenados à pena máxima pelo crime de feminicídio.

O julgamento é conduzido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da Comarca, e segue os trâmites previstos no Código de Processo Penal, com manifestações do Ministério Público, das defesas, oitiva de testemunhas e, ao final, a decisão do Conselho de Sentença, composto por sete jurados.

Durante o depoimento, Sandra relatou o desespero vivido ao perceber que Raquel não havia aparecido naquela manhã, como costumava fazer. Segundo ela, passou por diversas possibilidades antes de decidir entrar na casa da filha.

Ao abrir a porta da residência, encontrou Raquel caída no chão. Num primeiro momento, pensou que ela tivesse sofrido uma queda ou passado mal. No entanto, ao se aproximar e tentar socorrê-la, constatou que o corpo estava frio e rígido, percebendo que a filha já estava morta.

A mãe contou que ainda tentou chamá-la pelo nome e levantá-la, mas, diante da situação, entendeu que não havia mais o que fazer. Segundo Sandra, o choque foi tão grande que custou a acreditar no que estava presenciando.

Na sequência, ela relembrou o dia anterior ao crime e falou sobre o distanciamento existente entre Raquel e o ex-companheiro, Romero. De acordo com o relato, naquele dia ele buscou os filhos para que passassem a noite na casa da avó, já que no dia seguinte seria o aniversário de uma das crianças.

Sandra afirmou que, durante um almoço em família, Raquel evitou tirar fotos ao lado de Romero, evidenciando o afastamento entre eles. Após o encontro, a vítima retornou para casa para se organizar, ficando acertado que o ex-marido levaria os filhos.

A mãe também destacou que, após a separação, Raquel passou a dormir com mais frequência na casa dos pais, evitando permanecer sozinha em sua residência.

Ela confirmou ainda a idade das crianças e afirmou que, no dia anterior ao crime, Raquel manteve sua rotina normal e permaneceu em casa, reforçando que não havia qualquer indício de reconciliação com o ex-companheiro.

Questionada pelo Ministério Público sobre a situação dos filhos após a morte da mãe, Sandra informou que as crianças estão sob os cuidados da família e têm consciência do falecimento de Raquel. Segundo ela, os filhos demonstram saudade diariamente, lembrando constantemente dos momentos vividos ao lado da mãe.

Emocionada, contou que a filha mais nova mantém um forte vínculo com a memória de Raquel, pedindo para ver fotos e vídeos todas as noites e usando frequentemente uma camiseta em homenagem à mãe, recusando-se a tirá-la. Relatou ainda que as crianças recordam da rotina, das brincadeiras e do cuidado materno.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Raquel Cattani foi morta a facadas dentro de sua própria residência, localizada na zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024. Rodrigo é acusado de ter executado o crime, enquanto Romero, ex-marido da vítima, responde como autor intelectual.

A sessão do Tribunal do Júri foi retomada com o depoimento de Sandra Cattani, que, logo no início, descreveu a rotina da família e reforçou que estranhou a ausência da filha na manhã do crime, fato incomum em seu dia a dia.

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